Descubra como reconhecer o choro do seu bebê em várias situações

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Olá, queridas, tudo bem?
Quando um bebê vem ao mundo a primeira coisa que esperamos é ouvir o seu choro. Ele chora ao nascer para abrir os pulmões e expulsar os líquidos que estavam dentro deles enquanto estavam na barriga da mamãe. Isso ocorre porque a criança fica imersa no líquido amniótico. Este choro é espontâneo e alguns bebê até levam um tempinho para dar a suas boas vindas ao mundo, e isso pode ocorrer por vários motivos como a falta de oxigênio na hora do nascimento e a não total formação dos pulmões.

Mas toda essa emoção do primeiro choro pode virar angústia logo nos primeiros dias de vida do seu bebê, principalmente se ele for o seu primeiro filho. O choro é a primeira forma de comunicação da sua criança e compreendê-lo não é uma tarefa fácil, nem mesmo para os pais que não são de primeira viagem. É o único meio de dizer que ele está com fome, sono, que está irritado, cansado ou com dor. E a forma para você identificar o que ele precisa, é parando para escutá-lo antes de atendê-lo. Com a convivência, à medida que o tempo vai passando, os pais começam a perceber que os choros nem sempre são iguais, que eles mostram algumas diferenças dependendo da situação.

Se você ainda não consegue distinguir o choro do seu bebê, não se preocupe, você não é a única e não está sozinha nesta situação, pois isso requer algum tempo se adaptando com seu bebê e muita paciência.

Neste artigo vamos tentar te ajudar a identificar o choro de seu bebê, perceber suas diferenças e tentar entender realmente o que ela está precisando. Queria lembrá-las que é muito importante mantermos a calma e não ficar nervosa nesse momento que pode parecer uma eternidade ao nosso coração de mãe.


A musicista Priscilla Dunstan fez um estudo, que durou 8 a 10 anos, e percebeu que os bebês, dos primeiros dias de vida até uns três meses de idade, independentemente de qualquer coisa, como a casa em que vive, o clima, a nacionalidade, eles choram da mesma forma, com os mesmos sons para cada necessidade.

Ela concluiu que esses sons são baseados em reflexos e é muito importante observar o sinal e a expressão corporal do bebê para poder diferenciar cada necessidade da sua criança.

Preste atenção nestas diferenças de som, forma de choro e seus significados para poder distingui-los.

1 – Fome

É um choro que vem do movimento de sugar, onde a língua fica apontada para o céu da boca, como se estivesse mamando. O som que o bebê emite é parecido com um “Néh” ou “Néé”.

2 – Sono

Este choro vem do bocejar e por isso a boquinha do bebê forma uma circunferência, ficando bem ovalada. O som emitido é bem vogal e é parecido com “Aaa” ou “Aun”.

3 – Desconforto

O choro de reclamação é aquele de protesto mesmo, aquele bem forte e um pedido para trocar a fralda ou até mesmo mudar a posição. O som do choro é “heh” ou “Ré”.

4 – Arroto

Quando a criança não consegue arrotar depois da mamada ela contrai o abdome a fim de expulsar o gás. Você percebe que existe um incômodo na sua barriguinha, como se ele estivesse empurrando alguma coisa. Durante todo esse processo, o bebê solta um ruído durante o choro que se assemelha a “eheheh”, que nada mais é que a necessidade de se livrar daquele arroto que está preso.

5 – Cólica

É um choro mais sofrido e agudo, como se fosse uma reclamação mais intensa, dá para perceber que ele está irritado. O som se assemelha muito a “ear”.

Saiu uma matéria no GNT com cada um desses sons para melhor identificar, que você pode assistir clicando aqui, porque às vezes é difícil identificar só escrevendo a fonética. E não sou nenhuma especialista em fonética (rs), se alguém for, coloque a forma correta nos comentários. 😉

Claro que existem mais motivos para um bebê chorar além destes estudados pela Priscila, e para completar um pouco mais nosso artigo, vou listar mais alguns sinais que você pode identificar o motivo do choro da sua criança, quando eles não forem nenhum destes já comentados.

Vejamos:

1 – Tédio

Quando o bebê fica carente de atenção e se sente inseguro em alguma situação, ele tem um choro manhoso e logo que você pegar ele no colo ele para de chorar. Nos primeiros dois meses, não sinta medo de confortá-lo sempre que ele estiver assim, pois ele precisa deste tipo de segurança.

2 – Manha

A partir dos 9 meses, o bebê já consegue perceber que quando ele chora consegue uma atenção maior. Então passa a usar o choro para conseguir as coisas que deseja.

Esse choro é um choro irritado, mas se você achar que o motivo que ela está chorando é desnecessário, não dê a ele só porque ele chorou, porque você estará confirmando que ele consegue tudo que ele quer pela birra e pelo choro. Tente distrai-lo com algo, mudar o foco.

3 – Susto e medo

Quando a criança começa a ter mais noção do mundo em sua volta, perto dos 9 meses, ela começa a estranhar as coisas que ela não conhece, se assustar com barulhos estranhos e altos. Isso é uma reação orgânica do ser humano, parecida com o que ocorre com qualquer pessoa. Este choro pode vir acompanhado de pequenos saltos e alguns berrinhos.

4 – Muito estímulo

Você percebe que sua criança começa a ficar meio rabugenta, o choro é como se fosse uma reclamação. Isso acostuma acontecer quando vocês estão em locais muito agitados e com muito barulho. Não adianta, tem que ter paciência e levar a criança para um lugar mais tranquilo até ela se acalmar.

5 – Dentes

Quando estão sofrendo com o nascimento de seus dentinhos, além do choro, as crianças babam mais e querem colocar tudo na boca, e podem perder o apetite. As gengivas ficam inchadas e avermelhadas e ele acaba choramingando muito. Este choro ocorre entre os 6 e os 12 meses.

Uma boa dica é oferecer um mordedor para aliviar o incômodo e ajudar a rasgar a gengiva, ou consulte o pediatra para usar uma pomadinha específica para isso ou o uso de algum analgésico. É bem importante escovar a gengiva com gaze ou uma toalhinha molhada, assim você estará higienizando e ajudando a aliviar a coceira.  

E com toda essa choradeira, o que fazer para acalmar sua criança?

Além de muita paciência e carinho, você pode fazer outras coisinhas para acalmá-lo na hora do choro. 

Aí vão algumas dicas:

  • Fique atenta com sintomas como febre, diarreia, vômitos ou desânimo, se perceber algum sinal, comunique o pediatra.
  • Pegue o bebê no colo para acalentar.
  • Se tiver menos de 3 meses. deixe ele sempre quentinho, enrolado em uma manta, pois geralmente os bebês menores gostam de se sentir aconchegados (pesquise sobre a técnica do charutinho ou “swaddle”).
  • Dê uma voltinha com ele no seu colo, com ele virado para frente para se distrair.
  • Alimente-o com a cabeça mais elevada do que o corpo para que consiga engolir com mais facilidade.
  • Ajude-o a arrotar após cada mamada, deixando ele na posição vertical por alguns minutos.
  • Um banho morno sempre ajuda a acalmar.
  • Converse com ele calmamente e sempre olhando para ele.
  • Faça uma massagem relaxante.
  • E mantenha sempre a calma, pois ele é capaz de sentir tudo aquilo que você está sentindo.

Se nada disso adiantar, procure um médico para te orientar melhor.


Curiosidade:

Você sabia que até cerca dos 3 meses de vida os bebês podem chorar sem lágrimas ou em quantidades bem reduzidas? Isso porque eles ainda não têm necessidade de umidificar os olhos, já que não piscam muito, pois passam muito tempo com os olhos fechados. Por volta dos 3 meses, quando passam a ficar mais tempo acordados, as lágrimas ficam mais visíveis. Normalmente não há com o que se preocupar, mas, na dúvida, consulte o pediatra. 😉


Resumindo para você:

  • O choro é a primeira forma de comunicação das crianças.
  • A musicista Priscilla Dunstan fez um estudo e percebeu que os bebês choram da mesma forma, com os mesmos sons para cada necessidade.
  • Os sons dos choros são baseados em reflexos e expressão corporal do bebê.
  • Os sons e os significados estudados por Priscilla Dunstan: Fome: choro que vem do movimento de sugar e o som é parecido com um “Néh” ou “Néé”. Sono: vem do bocejar e parecido com “Aaa” ou “Aun”. Desconforto: choro de reclamação com som de “heh” ou “Ré”. Arroto: quando a criança contrai o abdome a fim de expulsar o gás e o som se assemelha a “eheheh”. Cólica: choro mais sofrido e agudo com o som semelhante a “ear”.
  • Outros sintomas que podemos identificar o choro: Tédio: choro manhoso. Manha: chora para conseguir alguma coisa. Susto e medo: o choro vem acompanhado de pequenos saltos e alguns berrinhos. Muito estímulo: a criança fica rabugenta e o choro é como se fosse uma reclamação. Dentes: além do choro, as crianças babam mais e querem colocar tudo na boca.

Decifrar o choro de uma criança pode parecer impossível, mas com muita paciência, amor e persistência você vai conhecendo a sua criança e sabendo o que ela exatamente quer. Lembre-se que o choro não é só reclamação, é a forma que a criança tem de se comunicar até começar a falar por volta de 12 meses, e cada criança é diferente, portanto, só você mãe vai saber o que o seu filho precisa.

Agora me conte como é a na sua casa. Você sabe o que o seu filho quer por meio do choro? Você já percebeu que ele chora diferente? Existe algum tipo de som que ele transmite que você identificou que seja diferente do que vimos aqui? Nos conte, compartilhe sua experiência conosco.  

4 COMENTÁRIOS

  1. Oi Guta, mto interessante esse artigo, vou agora prestar atenção no choro da minha bebê pq eu não tenho conseguido distinguir os tipos de choro dela até o momento. Ela tem 5 meses mas SEMPRE teve um choro forte e exagerado de desespero mesmo, ela é mto escandalosa qndo chora, daí minha dificuldade em diferenciar. Tem haver com a personalidade da criança?

    • Oi, querida! Acredito que o choro nos primeiros meses do bebê tem mais a ver em comunicar as necessidades mesmo, a personalidade está sendo construída. Mas penso que pode ter a ver com o temperamento dela, aquilo que nasce com ela, que não é aprendido. Há bebês mais tranquilos, que aceitam mudanças mais fácilmente que outros que são mais agitados e mais difíceis de se adaptar a mudanças. Beijos

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