Descubra os principais motivos para colocar regras em seu filho e quando começar

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Olá queridas, tudo bem??

É comprovado que as regras trazem inúmeros benefícios pras crianças, mas será que devemos também dar regras para os bebês? Será que nos entendem? E, será que isso faz bem pra eles?

A resposta curta pra todas essas perguntas é “SIM”.

A resposta longa eu vou dar nesse artigo que acredito ser muito importante se você é uma mãe ou um pai que deseja criar filhos seguros e confiantes.

Tem muitos pais que acham que um bebê não precisa de regras e não tem como colocarmos limites nele quando ele é muito pequeninho.

O que eles não percebem é que a rotina, por si só, já é o primeiro contato que seu filho tem com as regras da casa. O que vai prevalecer aqui é como elas são impostas, pois vai depender da idade e maturidade da criança a maneira em que você vai aplicar e apresentar as regras.

Existem também aqueles pais que não estabelecem regras com medo de serem taxados como os vilões da casa. Eles nem imaginam que estabelecer regras e limites para os seus filhos o tornaram mais seguros e felizes, além de tantas outras vantagens que elas irão trazer para o seu desenvolvimento.

Claro que não é uma tarefa fácil e simples e é bem natural que quanto menor a criança, mais atenção ela vai demandar na hora de dar os limites. Porém, devemos lembrar que precisamos usar as mesmas regras todo os dias. Sempre falo que precisamos de um mantra de três palavrinhas: paciência, amor e persistência, só assim conseguiremos qualidade e força para implementarmos as rotinas e limites necessários para os nossos filhos.

Entenda em que fase seu filho está e como funciona o limite em cada uma delas. Lembrando, cada criança é única e só nós mães sabemos o que é melhor para eles.

A partir de 8 semanas de vida até os 3 meses: ele não consegue perceber que existem outras coisas além dele na sua vida e no mundo todo, pois ele acredita que você e ele são uma única coisa. Mas, é nessa fase, você já pode começar a introduzir a rotina em sua vida, regulando as mamadas e incentivando a criar confiança no seu berço, esses serão os seus primeiros contatos com as regras

De 3 a 6 meses: ainda não percebe muito bem as coisas ao seu redor, mas você já pode começar a estabelecer, de acordo com o que é esperado e bom pra ele, uma hora específica para os cochilos e para a melhor hora de dormir.

A partir dos 6 meses: criam mais consciência do mundo a sua volta, pode estranhar mais a sua ausência e estranhar mais outras pessoas, mesmo o pai e familiares próximos, momento de estreitar o vínculo com outras pessoas, entender que o convívio só com a mãe não é a regra. Ensiná-lo a relaxar para dormir sozinho, por meio de um ritual do sono, que aumentará a chance de ele não despertar mais a noite. Até aqui ele precisa entender a diferença do dia e da noite e já é capaz de dormir a noite inteira.

Até os 2 anos: sua criança começa a perceber as coisas que acontecem ao seu redor e as pessoas que convivem com ela, mas ainda não sabe dividir, é um “serzinho” egoísta (rs). Ela começa a testar seus limites, pois é nessa fase que você precisa começar a dizer “não”, principalmente quando ele está relacionado à segurança da criança, mesmo que nessa idade ela quase não entenda essa palavrinha, então todo cuidado é pouco para que ela fique longe do perigo; atente-se às normas de segurança do lar e na rua.

Dos 3 aos 5 anos: é nesta fase que as crianças começam a desenvolver melhor sua linguagem e com isso vem o período das birras, pois elas já conseguem ter o poder da argumentação para se defender e conseguir um espaço maior. Neste período, você deverá usar explicações um pouco mais elaboradas, mas curtas e de acordo com vocabulário de sua criança, que transmitam os valores da família, mostrando que tudo que você pede é para o bem dela.

Após os 6 anos: é esperado que a autoridade dos pais comece a perder a força neste período, pois ela começa a ser dividida entre outros membros da família mais próximos, como os avós, seus cuidadores e seus professores.

Você consegue perceber isso quando você você chama a atenção e a criança fala que quer a avó, por exemplo. Não ameace, principalmente quando não vai cumprir com o que disse. Se você estabeleceu a regra e ela foi quebrada, cumpra com as consequências prometidas, não adianta cortar o ipad por 1 dia se no mesmo dia você já irá liberar. A criança precisa entender a razão de estar sendo “punida” e a punição não deve durar muito tempo para que ela não se sinta injustiçada, ela precisa entender que regras e limites valem para todos da família.  

Use punição somente nos casos em que a argumentação não seja suficiente, fale baixo e olhando nos olhos de sua criança, não subestime o diálogo com ela. O elogio é um importante aliado, mas ele precisa ser merecido, quando ela se esforçar para conseguir realizar a tarefa, para que ela entenda que as coisas não são fáceis, mas que se ela se esforçar, ela irá conseguir. O processo da criança precisa ser valorizado e dialogado e não apenas o resultado final.

Uma coisa importante que você não deve esquecer é que quanto mais velha a criança for, mais trabalho você terá para colocar limites e regras, por isso é importante você começar desde pequeno. Isso não quer dizer que seja impossível, pois nunca é tarde para começar. Lembre-se que com muita paciência, amor e persistência, você vai alcançar seus objetivos.

Estudos de comportamento infantil revelam que as crianças respondem melhor às regras quando elas são poucas e simples. A partir do momento que as crianças já têm idade para perceber o que é certo e o que é errado, as regras devem ser impostas uma de cada vez de forma simples e clara, para não confundir as crianças, mantendo uma flexibilidade sem perder a autoridade. Para isso, é bem importante você não impor regras que não podem ser mantidas e cumpridas pela sua criança.

Já sabemos que as regras e limites ajudam a manter uma ordem e passar segurança para sua criança. As regras só facilitam a criação e amadurecimento deles, pois tentar criar uma criança responsável e cooperativa sem limites, é como procurar uma agulha em um palheiro, quase impossível.

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Agora vou apresentar para vocês 7 motivos importantes para o qual você precisa colocar limites e implementar rotina na vida de sua criança, independentemente da idade que ela tenha.

1 – Eles vão estar preparados para o mundo

Os limites vão criar uma estrutura para que seu filho esteja capaz de entender o que se espera dele e o que pode acontecer se ele não cumprir o combinado. Mostrar as regras de forma carinhosa e firme, além das consequências que podem trazer quando as desobedece, será muito importante para o desenvolvimento do seu filho como ser humano e membro de uma sociedade.

2 – Eles irão aprender como se socializar

Algumas regras não são exatamente regras, elas são formas de educar e criar uma criança que saiba conversar e conviver com outras pessoas. Um simples “por favor” e um “muito obrigado” usados dentro de casa, vai fazer com o que o seu filho também utilize essas palavras com as outras pessoas. Você já deve ter ouvido o ditado: “mania de casa leva à praça”. E é exatamente isso que acontece.

3 – Eles terão um melhor senso de ordem

Algumas regras ajudam as crianças a prever o que está por vir, como “lave a mão antes de comer” ou “olhe para os dois lados antes de atravessar a rua”. Mesmo as crianças pequenas tendem a cooperar melhor quando sabem o que é exigido deles, criando um sentimento cultural em seu filho.

4 – Eles se sentirão mais competentes

Os limites estabelecidos de forma clara ajudam a reduzir as lutas de poder, fazendo com que as crianças não precisem constantemente testá-lo para descobrir onde estão realmente os limites. Mas atenção, isso não quer dizer que seu filho nunca mais irá testá-lo, apenas significa que depois da centésima tentativa eles vão perceber que isso não vai adiantar nada. Por isso, seja firme e tenha muita, mas muita paciência, pois seu pimpolho vai acabar entendendo o que você quer mostrar para ele. Uma boa dica é reforçar seu comportamento quando for correto, dando coragem e estimulando para que continue fazendo o certo, como por exemplo: “Meu filho, muito obrigada por prestar atenção no que a mamães está falando, eu fiquei muito feliz”.

5 – Eles se sentirão mais tranquilos

Veja bem, não importa quantas vezes as crianças agem como se eles quisessem estar no controle, pois estar no poder é um pouco assustador e eles vão acabar percebendo isso. Eles, mesmo que por instinto, sabem que precisam de um adulto para comandar as coisas e sabem que podem contar com os seus pais para orientar seus comportamentos, pode ter certeza disso.

6 – Eles se manterão mais seguros

Não são só as crianças que acabam não percebendo que, muitas vezes, as regras são feitas para dar mais segurança aos nossos filhos. A verdade é que muitas regras domésticas são projetadas para proteger nossos filhos. Um bom exemplo é quando falamos para nossos pequenos que sempre que eles forem andar de bicicleta eles devem usar o capacete de proteção. No momento que insistimos que nossos filhos respeitem as regras de segurança, estamos preparando-os para seguir a lei.

7 – Eles terão mais confiança

Se você for aumentando gradualmente os limites colocados ao seu filho, ele vai acabar se tornando mais confiante sobre a sua independência e sua capacidade de lidar com a responsabilidade. As crianças se sentem muito orgulhosas quando conseguem alcançar simples atitudes que antes tinham medo, como, por exemplo, dormir na casa de um amigo. Mesmo sem você perceber, as regras impostas desde bebês que lhes passarão segurança em poder estar sem sua mãe e fazendo a coisa certa.

Resumindo para você:

  • A rotina é o primeiro contato que o bebê tem com as regras.
  • Paciência, amor e persistência é a chave para o sucesso de uma boa rotina e da implementação dos limites na sua casa.
  • Cada fase da criança o limite funciona de uma forma:
    • A partir de 8 semanas até 6 meses de vida – inicia o contato com as regras por meio da rotina;
    • Até os 6 meses – rotina com horas mais específicas;
    • Até os 2 anos – preocupações com o bem-estar e a segurança da criança são essenciais, pois ela começa a testar seus limites;
    • Dos 3 aos 5 anos – ela quer argumentar, vale usar explicações mais “elaboradas”;
    • Após os 6 anos –  elogio tem um grande poder se aplicado na hora certa, é um grande aliado das regras e limites.
  • As regras devem ser poucas, eficientes e claras, assim serão mais fáceis de serem entendidas e cumpridas.
  • Motivos para colocar limites nos seus filhos:
    • Prepará-lo para o mundo;
    • Socialização;
    • Senso de ordem;
    • Competência;
    • Tranquilidade;
    • Segurança;
    • Confiança.

Agora ficou claro para nós mamães e papais que as regras são muito importantes para o desenvolvimento de nossos filhos.

Colocar limites e regras desde os primeiros meses não é uma tarefa fácil, mas mesmo que ela seja exaustiva por muitas vezes, com certeza em um médio prazo vocês já irá colher os resultados. Lembre-se sempre do nosso mantra e esta tarefa não será tão dolorosa assim: paciência, amor e persistência, são os ingredientes principais.

E na sua casa? Já existem regras? Como elas funcionam? Comentem abaixo em que fase você se encontra e quais são as dificuldades que você está enfrentando.

 

11 COMENTÁRIOS

  1. Olá Guta! Sou usuária do método fada do sono e venho tentando estabelecer horários para os cochilos da minha bebé de 5 meses e meio. Acontece que quase sempre, ela não dorme no horário que estipulou.. passa meia hora de um ninar exaustivo ou as vezes ela simplesmente pula aquele cochilo. Acompanhei ela desde quando adquiri o metodo, vendo os sinais de sono e tentei definir 3 cochilos mas, como eu disse, as vezes ela não segue.
    Minha dúvida é… Insisto nos horários estabelecidos e se ela não adormecer logo, faço ela dormir mesmo assim, ou eu deixo ela acordada até o próximo horário de cochilo? Ela já consegue associar que se não dormir agora, só irá dormir na próxima vez?

    • Oi, querida! Os bebês mudam os padrões de cochilos conforme o tempo vai passando, vão sentindo menos necessidade de tirar 3 e podem passar para dois mais longos mesmo, por isso vai sempre acompanhando a nossa tabelinha de horas de sono disponível no treinamento e nos arquivos do grupo. Assim estará sempre preparada para fazer o ajuste necessário. Volte a fazer o diário de sono e fique atenta aos sinais de sono que podem aparecer em algum horário não habitual. Se precisar de mais alguma ajuda, vamos tratar lá dentro de nosso grupo, pode ser? Beijo grande

    • Oi, Camila! Que bom que gostou!! Espero sempre poder trazer coisas úteis pra vc. Se quiser mandar alguma sugestão de tema, fique à vontade. Beijos

  2. Olá Guta!
    Minha filha tem 1 ano e 1 mês, aqui em casa já coloquei regras como não abrir gavetas, não subir no sofá ou cadeiras e etc todas em função da segurança dela, eu falo sem gritar e seriamente mas simplismente não funciona ou ela ri e continua fazendo ou ela simplismente nem olha pra mim, e quando eu viro ela pra ela prestar atenção em mim ela faz birra e fica batendo os pés, gritando e esperniando uffa não sei mas o que fazer…

    • Oi, querida! Essa fase é triste mesmo, a criança passa por alguns marcos de independência e acha que pode tudo, nos testa a todo instante. Algumas medidas de segurança na casa serão necessárias, como mudar itens perigosos para gavetas mais altas ou usar aquelas presilhas que prendem a gaveta para a criança não abrir. Mas preste atenção tb se ela não está escutando muitos “nãos” para ficar tão irritada assim, porque faz parte para o desenvolvimento da criança e do seu bem-estar ela ter liberdade de brincar e explorar tb, então separe um lugar seguro da casa, cerque com algo, coloque um tapete, espalhe brinquedos ou objetos seguros para ela brincar. Às vezes a gente quer proteger demais da conta e acaba não deixando nossas crianças passarem por experiências necessárias para o seu desenvolvimento e individualidade. Beijo grande

  3. Olá!
    Faço das palavras da Cristiane as minhas… Exatamente! Sem tirar uma vírgula! rsrs E meu bebê tem a mesma idade que a dela, 1 ano e 1 mês.
    Então, tenho tentado, em vez de dizer tantos “Não”, tirar o foco dele, tipo: quando ele sobe no safá, pego ele e o levo para os brinquedos dele. Percebi que, nessa fase, tinha dia que, entre 10 palavras com ele, 8 eram “Não”… tadinho.
    Tem dado certo, até pq ele reagia como a bebê da Cristiane, ria ou dava birra.
    Guta, essa forma de agir está certa, mudando o foco dele?
    Ah, me tire uma dúvida: nessa fase, já vale deixá-lo de “castigo”, tipo sentadinho por 1 minutinho como uma forma de corrigi-lo? Já vi várias opiniões acerca disso, positivas e negativas. O que vc pensa sobre isso?
    Abraços!

    • Oi, querida, penso que nessa idade sua criança ainda não sabe direito o que é certo e o que é errado, ela age de acordo com suas emoções e vc que deve ajudá-la a entender e lidar com elas. Penso que castigar não vai fazer o menor sentido para ela. Conversar na mesma altura, olhando nos olhos, explicando brevemente, e de acordo com o seu vocabulário da criança, porque ela não deve fazer isso, que você entende o que ela está sentindo, dando outra opção pra ela, tirar do perigo… são atitudes que tomaria nessa idade. 😉 Beijos

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