Tudo o que você precisa saber sobre cama compartilhada: prós e contras

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Olá, queridas e queridos, tudo bem?

Você pode até não ter ouvido falar ainda no termo “cama compartilhada”, mas tenho certeza que você ama tirar uma soneca agarradinha com sua criança.

E quem não gosta, não é mesmo?

Chamamos de cama compartilhada quando os pais dividem sua cama com seu filho durante o sono. É uma prática que muitas mães fazem por instinto, por amor, por apego ou até mesmo por insegurança.

Hoje esse costume tem nome é acabou virando um assunto controverso e muito discutido entre pais e pediatras. Enquanto uns enxergam benefícios, outros alguns malefícios.

O tema ainda é cercado de polêmicas em rodas de conversa de mães, comunidades de redes sociais, fóruns e principalmente na cabeça de pais e mães.

“Será que isso é certo?”, “Será que é errado?”, “O que é melhor para o meu filho?”, “Eu quero, mas o meu companheiro não…”.

Particularmente, não acredito que exista certo ou errado. Se você sabe o que está fazendo e não está sofrendo com isso, então não existe um problema.

Mas será? 

O que posso dizer é que há mães que se rendem à cama compartilhada apenas pela praticidade de não ter de levantar para atender o seu bebê toda vez que ele desperta ou porque quer compensar a ausência do dia. Acabam fazendo isso sem saber como vão conduzir essa experiência no futuro.

É muito importante que você saiba que, permitindo que isso aconteça nos primeiros meses de vida do seu bebê, pode virar um hábito por muitos anos. Nesse caso, o que era um momento prazeroso no início pode ficar cansativo, mas se você e seu companheiro estiverem de total acordo, ótimo!

Vou te dizer… é uma delícia dormir com nosso bebê, acordar recebendo seus abraços e beijos, vendo seu sorriso. Todos os mamíferos dormem com sua cria afinal, correto? Então, por que conosco seria diferente?

O importante é podermos tomar uma decisão consciente para não nos arrependermos depois.

Então vamos ver quais são as recomendações…

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as crianças até os 6 meses de vida durmam em um berço ou moisés (ou carrinho) perto da cama da mãe, mas nunca na mesma cama, que COMPARTILHEM O QUARTO E NÃO A CAMA. Um novo estudo divulgado pela Academia Americana de Pediatria (AAP), em 2016, alega que esse período no quarto dos pais pode ser estendido de 6 meses até 1 ano de idade.

Mas há mães que não se contentam e querem estar mais perto ainda, querem o rostinho de seu bebê no mesmo nível de seus olhos; para isso, hoje em dia, há opções de berços adaptados para encaixar na cama do casal, como esse:

Ou alguns pais adaptam o próprio berço comum, tirando a grade de um dos lados e encostando na cama do casal. São soluções seguras encontradas.

O motivo alegado pela OMS e pela AAP para o bebê não dividir a mesma cama dos pais vai além da história de que o bebê possa ficar mimado ou mal acostumado, o consenso diz respeito a assuntos como a síndrome da morte súbita infantil (SMSI) ou acidentes causados por sufocamento acidental ou queda da cama.

Não é todo mundo que pode ter uma babá eletrônica supermoderna para te ajudar a supervisionar seu bebê em outro cômodo e alguns acidentes podem ser evitados se ele estiver próximo de você. Mas você podendo ter a babá eletrônica, e usando todas as medidas de segurança recomendadas pela AAP para se evitar a SMSI no berço, a transição do seu quarto para o do bebê, pode ser antes, mas nunca antes dos 3 meses pelo menos, na minha visão.

Há pais que dizem que se separam antes do bebê porque não tem espaço no quarto de casal… Mas você sabia que na Finlândia, um dos países mais desenvolvidos do mundo e com menor taxa de mortalidade infantil do mundo, bebês de todas as classes sociais dormem em caixa de papelão nos primeiros meses??

Isso mesmo que ouviu: uma simples caixa de papelão laminado com alça nas laterais e um colchão firme na base, SÓ! Assusta de tão simplório que parece ser, não é mesmo?

Mas resolve, você coloca entre o casal, ou do lado do seu colchão, e pronto, seu bebê dorme seguro. É uma solução simples, renovável, não tóxica, chega até a ser “cool”. (rs)

Os EUA, também começaram a incentivar a prática da “caixa de bebê”. As mães de Nova Jersey já começaram a receber gratuitamente as suas em 2017, mas iniciativas sobre a “caixa de bebê”, com fins lucrativos, já existiam no país desde 2013. O que as iniciativas têm em comum é o propósito, a educação de boas práticas ligadas ao sono do bebê. Nos EUA, antes de receber a caixa, a mãe precisa fazer um curso online sobre o sono do bebê.

Bem, aqui é Brasil… espero que o governo abra mais os olhos para iniciativas bacanas como essas também. Mas se você precisa de um curso online sobre o sono do bebê, não deixe de conhecer o programa Fada do Sono que desenvolvi e cuido com tanto carinho clicando aqui

Depois de descrever as recomendações que DEVEM ser levadas em conta, vou te listar os prós e contras sobre o que ouvimos por aí sobre a prática da cama compartilhada para te ajudar a decidir o que será melhor pra você e sua família.

Prós sobre a cama compartilhada

  1. As necessidades físicas do bebê podem ser atendidas imediatamente, pois você não precisa levantar e ir até o quarto do seu bebê para atendê-lo, ele está do seu lado. Tem como saber se a criança está com calor, frio, febre ou tosse.
  2. Garantir um pouco mais de sono noturno para os pais, pois os bebês podem acordar menos e voltar a dormir mais rápido. E, como já falamos, dormir bem é essencial. Se quiser ler mais sobre este assunto, clique aqui.
  3. O aleitamento materno pode ser beneficiado com a cama compartilhada. Pesquisas apontam que mulheres que compartilham a cama com as suas crianças amamentam por mais tempo. Além disso, essa prática ajuda as mães que amamentam a ficarem menos exaustas física e emocionalmente.
  4. O contato pele a pele da mãe e da criança favorece no desenvolvimento do aspecto cognitivo e afetivo do bebê, além de proporcionar conforto e segurança.
  5. Muitos pais passam a maior parte do tempo longe de suas crianças e aproveitam o momento de dormir para ficar perto deles. Esse contato afetivo melhora e aumenta o apego emocional.

Contras sobre a cama compartilhada

  1. Se você ainda está amamentando seu bebê, ele poderá procurar seu peito a noite toda e dormir juntos poderá ser uma experiência dolorida e exaustiva para você. Sem contar que ele ainda pode se acostumar a mamar mesmo quando não está com fome puramente por prazer da sucção e não seguir a rotina que você criou.
  2. Você irá acordar com qualquer movimento que ele fizer, isso vai fazer você continuar a não descansar o tanto que seu corpo e mente necessitam. E você sabe a importância de uma noite de sono bem dormida para ele e para você.
  3. Assim como nós, as crianças precisam de espaço. Então, prepare-se para levar “pernadas”, chutes, sentir calor, ter de dormir na ponta da cama e sentir dor de coluna por não conseguir se ajeitar numa postura adequada.
  4. Você precisa saber que a criança vai acabar se acostumando a dormir apenas a seu lado e pode ficar irritada sempre que perceber que você não está por perto. Já pode ir dando adeus àquela ida ao restaurante a sós com seu marido ou dar uma saidinha com a amiga à noite. Os momentos de contato e interação com sua criança devem ser feitos durante o dia e até o ritual do sono, os momentos que ficam longe de dia não precisam ser compensados durante a madrugada.
  5. A sua intimidade com seu parceiro pode ficar desfavorecida. Não estou falando somente em sexo. Estou falando de contato, do toque, em dormir próximo, passar um pé no outro, de conversar até tarde, mas é claro que o sexo também é afetado. Muitos casais dizem que isso não é desculpa porque há mais lugares pela casa que não a cama, mas eu acredito que o quarto do casal é o principal local de intimidade. Além disso, imagine quando a criança crescer e você tiver que ficar sempre saindo do quarto para namorar com seu marido.
  6. A criança pode perder o seu próprio ritual de sono, que é tão importante pra ele, porque se habitua à rotina de dormir do casal. Se você e seu marido dormem um pouquinho mais tarde, em relação aos horários do filho, esse convívio vai fazer com que ele passe a depender de você dormir para dormir, e pode dormir mais tarde também, o que não é bom pra ele.

Por todos esses motivos é que não sou totalmente contra e nem a favor da cama compartilhada, mas a minha intenção é provocar algo mais profundo. Eu quero que você tenha reflexões importantes e tome decisões conscientes.

Não existe o certo e o errado. Acredito em ações e consequências e você precisa entender essas consequências para tomar as ações que a deixarão mais confortável e feliz.

É importante você ouvir o seu coração de mãe e o seu instinto, levando em conta o que você e sua família querem construir. Não acho que você dará mais amor para o seu filho pelo fato de deixar ele dormir ao seu lado a noite toda. Uma noite bem dormida para todos vai trazer infinitos benefícios para a hora que estiverem juntos e acordados.

Claro que você pode deixá-lo ir para a sua cama quando ele acordar no meio da noite e não conseguir voltar a dormir sozinho. Ou quando tiver medo e pesadelos. Ou quando acordar, mas estiver quase amanhecendo, mas aí é exceção, não é regra.

Lembre-se:

O melhor caminho deve ser sempre aquele que mais se adequa à sua família. Se estiver insegura, o bebê irá sentir sua insegurança e isso vai tornar qualquer decisão mais difícil.

Se você optar pela cama compartilhada desde sempre e está segura e feliz assim, tudo bem. Mas preste atenção nestas dicas importantes:

  • Se ainda é um bebê de menos de 6 meses, prefira deixar a cama encostada na parede e o seu bebê perto dela e não entre o casal. Se isso não for possível, deixe ele na ponta, mas protegendo com grades de segurança.
  • Se ele ainda é um bebê de até 3 meses, deixar o bebê entre o casal pode levar a um aumento de temperatura que também pode aumentar o risco da síndrome de morte súbita infantil (SMSI).
  • Se ainda quiser que ele fique no meio, para ser mais seguro, procure um ninho para bebê, há algumas opções importadas e nacionais (clique aqui), e, quando for transferir seu bebê para o berço, você ainda pode usar como redutor de berço.

  • Se você ou seu companheiro tiver tomado algum medicamento ou ingerido algum tipo de bebida alcoólica, ou se algum de vocês dois tiver algum distúrbio de sono, ou até mesmo estiverem muito cansados, evite dormir com o bebê, pois pode acontecer algum acidente, como rolar por cima dele e ele não vai conseguir se defender.
  • Após os 3 meses as chances de seu bebê rolar da cama aumentam, certifique-se que não há riscos de ele cair da cama, o melhor a fazer, quando for se ausentar, mesmo que seja para ir ao banheiro, bem rapidinho, é levá-lo para um lugar seguro, o moisés ou o berço.
  • Não use perfumes e roupas com acessórios para dormir.
  • Se o seu cabelo for comprido, procure prendê-lo para dormir.
  • Procure deixar seu quarto nas condições adequadas para que ele consiga adormecer melhor e com qualidade: baixa luminosidade, temperatura ambiente, televisão desligada, o máximo de silêncio possível. 

A verdade é que não existe certo ou errado, existe bom senso, existe a ação e a consequência. Alguns pais gostam de dormir com seus bebês e outros não. Não quer dizer que amam mais ou menos por isso. Alguns bebês precisam dessa proximidade, outros não. Não precisa ter vergonha sobre a sua decisão se isso está resolvendo o seu problema.


Resumindo para você:

  • Chamamos de cama compartilhada quando os pais dividem sua cama com seu filho durante o sono.
  • A OMS e a AAP recomendam que os bebês durmam em um berço ou moisés perto da cama da mãe até 6 meses, podendo prolongar até 1 ano, mas nunca na mesma cama.
  • Motivos que são a favor da cama compartilhada:
    • as necessidades físicas do bebê podem ser atendidas imediatamente;
    • garantir um pouco mais de sono noturno para os pais;
    • o aleitamento materno pode ser beneficiado;
    • o contato pele a pele da mãe e da criança favorece no desenvolvimento do aspecto cognitivo e afetivo do bebê;
    • muitos pais passam a maior parte do tempo longe das suas crianças e aproveitam o momento de dormir para ficar perto deles.
  • Motivos que são contra a cama compartilhada:
    • se você ainda está amamentando seu bebê ele poderá procurar seu peito a noite toda;
    • você irá acordar com qualquer movimento que ele fizer;
    • prepare-se para levar “pernadas”, chutes, sentir calor, ter de dormir na ponta da cama e sentir dor de coluna por não conseguir se ajeitar numa postura adequada;
    • a criança vai acabar se acostumando a dormir apenas a seu lado e pode ficar irritada sempre que perceber que você não está por perto;
    • a sua intimidade com seu parceiro pode ficar desfavorecida;
    • a criança pode perder o seu próprio ritual de sono porque se habitua a rotina de dormir do casal.
  • Na hora de decidir é importante você ouvir o seu coração de mãe e o seu instinto, levando em conta o que você e sua família querem construir.
  • Se você for dormir com o seu bebê, preste atenção nestas dicas:
    • se ainda é um bebê de menos de 6 meses, prefira deixar a cama encostada na parede;
    • se ele ainda é um bebê de até 3 meses, deixar o bebê entre o casal pode levar a um aumento de temperatura e o risco de SMSI aumenta;
    • se ainda quiser que fique no meio do casal, procure um ninho para bebês para que ele fique mais seguro;
    • se você ou seu companheiro tiver tomado algum medicamento ou ingerido algum tipo de bebida alcoólica, ou se algum de vocês dois tiver algum distúrbio de sono, ou até mesmo estiverem muito cansados, evite dormir com o bebê;
    • após os 3 meses as chances de seu bebê rolar da cama aumentam;
    • não use perfumes e roupas com acessórios para dormir;
    • se o seu cabelo for comprido, procure prendê-lo para dormir;
    • procure deixar seu quarto nas condições adequadas para que ele consiga adormecer melhor e com qualidade.

E como é na sua casa? Vocês compartilham a cama ou compartilharam até que idade? 

12 COMENTÁRIOS

  1. Oi Guta,
    Aqui em casa tenho gêmeos de 1a6m e os deixei dormir em seus berços até o mês passado, as noites ainda era bastante desgastantes. Hoje compartilho a cama com eles e o sono deles melhorou e consequentemente o meu😉. Estou adorando as matérias, eu sou mamãe de 1 viagem e de gemelares, acho que é um pouquinho mais complicado né. Abraços Tassiany.

    • Oi, Tassiany! Obrigada por comentar e fico feliz que esteja gostando das matérias, quem sabe não sai uma para mães de gêmeos em breve. 😉 Realmente, o desafio é sempre maior para mães de gêmeos… e se encontrou a solução com a cama compartilhada, está segura com sua decisão e a família inteira está feliz, está tudo ótimo!! Beijo grande

  2. Minha experiência é um pouco diferente… A pequena é quem dividiu sua cama comigo, rs… Fiz opção por seguir os moldes de quarto Montessoriano, em que o colchão fica no chão e como meu marido sempre fez questão de frisar que não queria a bebê no nosso quarto eu acabei indo para o quarto dela. É claro que nada sai perfeito, acabava sendo cansativo porque sempre tentava voltar um pouco para minha cama e ela mamava de madrugada, pois teve uma cardiopatia que fazia com que mamasse em menores quantidades e com maior frequência. Hoje com 2 anos e 9 meses ainda requer minha presença para ir dormir e ao acordar eventualmente de madrugada vou até seu quarto e muitas vezes cansada e habituada durmo por lá. Estou estudando como mudar este ciclo porque reconheço a importância de sua independência no ato de dormir, tanto para ela quanto para mim.

    • Oi, Thais! Obrigada por compartilhar sua experiência conosco. Sua filha tinha uma condição especial na época e fez bem em ir por esse caminho. Como eu digo, cada criança é única, cada família é única, por isso não há certo e nem errado, no seu caso, o certo era estar ao lado dela. O melhor caminho é o que vai te deixar mais confortável e feliz. Beijo grande

  3. Ola boa tarde! Esse artigo é muito importante pois trata de algo muito importante para nós mamães. O sono é algo promordial porque sem ele não temos a capaciade ou a disposição de enfrentar os dias seguintes.

    • Oi, Francisca! Fico feliz que gostou! Sim, é primordial, por isso precisa conhecer os prós e contras da cama compartilhada para que tome a melhor decisão pra vc e sua família. Sendo na cama compartilhada ou não, que sejam felizes e durmam a noite toda! 😉 Beijo grande

  4. Olá Guta. Muito boa a matéria. Vou confessar, meu filho dorme por volta das 7:30 da noite, coloco no berço porém no meu quarto. Ele tem 1 ano e 8 meses, mas acorda 2 ou 3 vezes para mamar então já dá primeira vez que ele acorda pra mamar j ponho na cama pra facilitar pra mim, porque armamento deitada mesmo. Eassim da pra relaxar um pouco mais, ali ele amanhece o dia. Kkkk

  5. Boa noite!
    Sou mãe de um adolescente de 17 e meu bebê tem 1 ano e 4 meses. Estou tentando tirá -lo da minha cama mas a tarefa não está fácil…
    O artigo me encoraja muito…
    Obrigada

  6. Olá Guta tenho uma filha de 6 anos e estou grávida de 8 meses, minha filha dorme no quarto dela desde os 3anos, quando eu a amamentava sempre fazia questão de colocá-la no berço era cansativo mais não queria q se acostumasse a dormir na minha cama deixei uma porta de acesso entre meu quarto e o dela pra facilitar, como ela já estava acostumada com o tempo mandei fechar o esse acesso infelizmente ela passou por um trauma, onde um ladrão tentou entrar na nossa casa e justamente pelo quarto dela, graça a Deus não conseguiu, então ela ficou medrosa q não ficava em nenhum cômodo da casa só. Agora já está melhor coloco ela pra dormir e vou pro meu quarto, pena q ainda não consegue dormir a noite toda, te agradeço pelas informações compartilhada são de grande valor.

    • Oi, Marlene! Puxa, vida, bem no quarto dela? Infelizmente não temos segurança nem dentro de nossa própria casa. Já passei por isso tb quando era pequena, mas graças a Deus ninguém da casa acordou com o ladrão, meus pais tomaram mais medidas de segurança e ficamos por um tempo assustados, mas passou. Vcs mostrando que estão seguros e confiantes dentro de sua casa novamente, transmitem pra ela que não há nada mais a temer, com o tempo tudo se ajusta novamente. Beijo grande

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